O que é Software Livre? | O que é GNU/Linux? | Porque usar GNU/Linux? 
Quem já utiliza? | Porque pagar? | O custo do GNU/Linux  

  • Quais empresas ja estão utilizando software livre ?

  • Diversas empresas brasileiras ja percebeream as vantagens do uso do GNU/Linux e ja estão economizando milhares de reais em licenças de software.

     

     

  • Prefeitura de Munique ( Alemanha )

     

  • GVT

     

  • Lojas Renner

     

  • Lojas Marisa

     

  • Casas Bahia

     

  • Serpro

     

  • Banco Central

     

  • Agência Estado

     

  • Banrisul

     

     

     

    - Prefeitura de Munique ( Alemanha )

    Fonte: Suse Brasil - Maio 2003

     

    A cidade alemã decidiu mudar uma proporção significativa de seus computadores de Windows para o sistema operancioal de código aberto Linux, apesar de um passo agressivo da Microsoft. O governo local em Munique, Alemanha, decidiu mudar 14.000 computadores com Windows da Microsoft para o sistema operacional rival Linux, apesar dos esforços da gigante de software para obter o contrato de multimilionário.

     

    O conselho municipal da cidade terceira maior da Alemanha, disse nessa quarta-feira que gastará aproximadamente 30 milhões de euros, ou $35 milhões de dólares, na transição. Além da mudança de sistema operacional, a cidade planeja mudar o software de automação de escritório da Microsoft para a alternativa de código aberto OpenOffice.

     

    A Microsoft lutou duramente para impedir o negócio, oferecendo acordos e descontos, com CEO Steve Ballmer interrompendo suas férias de esqui na Suíça para reunir-se com o prefeito de Munique para discutir o assunto, afirmou a prefeitura.

     

    Munique, deparando-se com o término do suporte para seus computadores rodando Windows NT, comparou Linux e OpenOffice aos produtos Microsoft, afirmou o Conselho em uma declaração oficial. A competição ajudou a obter preços mais baixos, disse o Conselho.

     

    Com Linux, a cidade tem mais liberdade livrando-se da dependência de produtos de uma única companhia, disse. Boris Schwartz, um dos conselheiros de Munique, disse que o movimento de Munique rompe com a posição "tipo monopólio" da Microsoft.

     

    O negócio é também notável porque envolve computadores desktop. Até agora, Linux foi popular principalmente nos servidores mais poderosos, onde a Microsoft não tem uma forte presença no mercado. Embora Munique não pretenda selecionar fornecedores de tecnologia de código aberto até o primeiro trimestre de 2004, a IBM fabricante de computadores e a SuSE Linux ajudaram Munique na avaliação da mudança e são candidatos, afirmaram ambas empresas.

     

    "Eu considero nossa posição muito boa, porque estivemos muito envolvidos desde o início," disse executivo principal da SuSE Linux, Richard Seibt, em entrevista na quarta-feira. A SuSE e a IBM também venderam soluções Linux para os governos de Schwaebisch Hall e Dortmund na Alemanha.

     

    Entretanto a Microsoft não está jogando a toalha. "Com o respeito à administração de Munique, nós continuaremos a trabalhar para explorar programas adicionais e ofertas que melhor se adequem as necessidades dos cidadãos e empresas de Munique," a companhia disse em um pronunciamento.

     

    A gigante de software mencionou um novo acordo assinado com a prefeitura de Frankfurt, sob o qual cidades alemãs tem acesso a produtos Microsoft "em condições baratas e flexíveis." O prefeito de Frankfurt, Petra Roth, divulgou nota afirmando que a cidade economizará recursos com o acordo.

     

    Alguns governos apreciam o fato de que podem ver todo o código fonte do Linux, isso os tranqüiliza porque, entre outras coisas, não há nenhum código secreto que poderia comprometer seus sistemas. Microsoft respondeu a essa iniciativa com um programa de código compartilhado cuidadosamente controlado.

     

    A Alemanha, o país em que SuSE tem sua matriz, é mais avançado do que a maioria dos países na adoção do Linux. Por o exemplo, o governo federal alemão está financiando algumas melhorias no ambiente gráfico de desktop KDE para Linux, e há quase um ano, assinou um contrato com a SuSE Linux e IBM, facilitando a contratação de produtos e serviços relacionados a Linux por municípios e outros órgãos da administração pública alemã.

     

     

     

     

    - GVT

    Fonte: Info Online - Outubro 2002

     

    SÃO PAULO - A operadora de telefonia fixa GVT, que atua em 10 estados brasileiros, está dando o pontapé inicial num ambicioso projeto de adoção do sistema operacional Linux.


    De acordo com Ruy Shiozawa, CIO da GVT, a operadora irá migrar toda a plataforma de correio eletrônico, hoje em Microsoft Outlook, para o sistema do pingüim. Os servidores da empresa, que hoje rodam Unix e Windows NT, também começarão a utilizar o Linux.


    Além dessas aplicações, a GVT também irá incrementar a parte de segurança de informações internas e de firewall, que já rodam em Linux. O próximo passo será colocar todo o banco de dados da operadora rodando no software livre.
    "Decidimos adotar uma estratégia agressiva e colocar aplicações de missão crítica para rodar em Linux. Além de uma economia de custos muito grande, queremos valorizar as iniciativas do pessoal do open source. É um movimento importante, que desperta uma discussão fundamental sobre o modelo do software pago, que precisa ser rediscutido", diz Shiozawa.


    Segundo o executivo, o atual modelo de contratos e licenças de software onera demais a operação de TI das empresas. "O CIO corta custos por todos os lados, mas chega na hora do software, ele fica de mãos atadas. É um modelo sem flexibilidade", diz ele.


    A GVT será a primeira operadora do Brasil a adotar o Linux com um peso significativo em sua operação de TI. Os parceiros da GVT nessa iniciativa são a IBM e a Oracle, que auxiliarão na execução de um projeto piloto que começa hoje e deve durar dois meses. A partir daí, a migração será definitiva.


    Autor: Eduardo Vieira



    - Lojas Renner

    Fonte: Computerworld - Outubro 2002

     


    Com o objetivo de adotar as melhores práticas de TI, alinhadas à redução de custos e necessidades do negócio, as Lojas Renner — formada por 54 estabelecimentos distribuídos em sete Estados — adotou o Linux como padrão para seu front-office.


    Segundo Luiz Agnelo, gerente geral de TI das Lojas Renner, a migração começou em 1997. “Iniciamos o upgrade nos pontos de venda e hoje os dois mil rodam em Linux. Em 2000, realizamos a migração de toda a parte de ATMs”, lembra o executivo.

     

    Atualmente, 24 servidores das lojas operam em Linux e à medida que houver a necessidade de atualização, as máquinas passarão a operar no sistema aberto.

     

    Por outro lado, Agnelo lembra que os sistemas corporativos operam sob a plataforma Microsoft (Windows com Office) nas 400 workstations. “Não pretendemos migrar para o Linux por enquanto. Isso depende da evolução do Star Office”, declara.

    Autor: Paula Zaidan


     

     

    - Lojas Marisa

    Fonte: Computerworld - Outubro 2002

     


    Lojas Marisa adere ao Linux

    Mais uma gigante do varejo adere ao Linux. Desta vez, a cadeia Lojas Marisa aposta no sistema operacional para atualizar o seu parque de automação nas 145 lojas distribuídas pelo Brasil.


    Segundo o CIO da empresa, Mendel Szlejf, o contrato para a migração da solução atual - ainda baseada em DOS, da Microsoft - já foi acertado com a representante da Caldera no Brasil. Um projeto-piloto interno já está em andamento, mas qualquer migração só acontecerá a partir de janeiro de 2003.

     

    "Esses últimos três meses do ano são críticos para quem trabalha no varejo. Então, o momento é de não mexer na base de serviços. Mas, a decisão de migrar foi tomada. Haverá economia com a adoção do Linux", diz o CIO.

    Autor: Ana Paula Lobo




    - Casas Bahia

    Fonte: IDG Now - Setembro 2002

     


    A rede varejista Casas Bahia, baseada em São Caetano do Sul (São Paulo) está de mudança para o sistema operacional Linux.


    Em entrevista ao IDGNow! , Frederico Wanderley, diretor de tecnologia da Casas Bahia, informa que a migração será iniciada dentro de 60 dias. “Estamos aprovando o projeto piloto”, comenta Wanderley, sem revelar o investimento no projeto.


    Hoje, as 320 lojas da Casas Bahia trabalham com 1.500 terminais de ponto de venda no sistema operacional DOS, da IBM. A empresa informou que utilizará os terminais da big blue na migração para o sistema operacional aberto.

     

     

    Autor: Daniela Braun




    - Serpro

    Fonte: Info Online - Agosto 2002

     


    SÃO PAULO - Levou quatro anos em análises e verificação de casos - mas a Serpro, empresa de informática do governo federal, finalmente optou pelo uso do software livre em seus sistemas. A distribuição escolhida foi a da Red Hat.


    Segundo a Serpro, esta se escolha se deu porque o antivírus por ela utilizado foi homologado apenas para o Red Hat Linux. O novo sistema vai rodar inicialmente na regional de Recife, onde fica o Centro de Especialização em Linux (CEUL), e deve chegar à sede da empresa, em Brasília, e em outras nove unidades regionais até o final do ano.


    O primeiro programa a ser substituído será o pacote Office da Microsoft, que cede lugar ao OpenOffice.org. O segundo passo, informa, será passar todas as estações de trabalho para o GNU/Linux - as máquinas terão seus programas feitos em plataforma Windows executados pelo Wine, simulador do Windows para plataformas Linux.


    Mas a empresa federal não vai desistir dos softwares proprietários: em comunicado oficial, diz que programas da Microsoft, Oracle, IBM, HP, Rationa, Novell, Computer Associates e EMC2, entre outros, continuarão rodando em seus sistemas.

     

    Autor: Renata Mesquita




    - Banco Central

    Fonte: Computerworld - Outubro 2002

     


    Para expandir suas inovações tecnológicas, Banco Central do Brasil elege o sistema operacional Linux. Portais B2B e B2C estão na lista de prioridades do investimento de R$ 65 milhões previsto para nada menos que 100 projetos até o final deste ano.

    A ciência demonstra que, com um peso médio de apenas 1,4 quilo, um cérebro humano chega a abrigar mais de 25 bilhões de neurônios. Tendo a missão crítica de nunca parar de funcionar, é ele o músculo responsável pela integração de cada parte do corpo, designando funções e registrando tudo o que ocorre dentro e fora da máquina biológica.


    Um cenário muito semelhante a este já saiu de seu estágio embrionário e entra agora em sua fase de crescimento. Trata-se do mercado financeiro, um corpo formado por milhares de agentes, todos controlados e regulados por um único órgão de gestão: o Banco Central do Brasil.


    Atualmente, o BC é responsável pela jurisdição de 2.200 instituições, entre bancos, cooperativas de crédito, corretoras, consórcios, distribuidoras e sociedades de crédito, não incluindo as agências bancárias. Contando com o apoio profissional de 4.200 funcionários, o órgão tem demonstrado precisão em seu funcionamento, modificando processos internos e externos e criando novas formas de se relacionar com a cadeia de usuários.


    As metas da instituição entusiasmam. Em sua agenda de tecnologia, apresentada no final de 2001, constavam nada menos que 100 projetos a serem cumpridos até o final deste ano. Tudo sob a tutela de José Antonio Eirado Neto, que assumiu a superintendência de TI em outubro do ano passado, além da coordenação do SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro).


    “Mantemos o propósito de ser um provedor de serviços de TI para o Banco Central, modernizando procedimentos e serviços e oferecendo, ao mesmo tempo, uma guarda de segurança às operações realizadas pela instituição”, afirma.
    A atenção com o patrimônio tem razões muito claras. Basta notar que, atualmente, o volume de transações realizadas através do BC eqüivale a média de R$ 200 bilhões por dia. Mas não bastam os desafios cotidianos.


    Correndo por fora


    Ao falar de Customer Relationship Management, o executivo ressalta a importância do conceito para a central de atendimento. Hoje, o BC fornece uma página na Internet com um ranking periódico dos bancos que apresentam mais problemas. Segundo o diretor de TI, a solução atenderá à área de supervisão bancária, utilizando processos de BI e de workflow, previstos no próprio software, para extrair relatórios com cruzamentos de informações.


    Embora já tenha aplicado diversos conceitos de CRM, o banco ainda não adquiriu uma solução de mercado. A ausência de uma solução de fornecedor, no entanto, não implica paralisação dos processos. A instituição já trabalha com uma série de sistemas integrados produzidos dentro de casa e só planeja migrar para um ERP para importar e adaptar novos conceitos com o objetivo de alavancar as suas ações.


    Antes de colocar o projeto na rua, o BC trabalha na modernização do processo de produção, atacando duas áreas essencialmente: processamento distribuído, integrando plataforma aberta e mainframe; e na ponta de desenvolvimento, a orientação a objetos.


    Na prática, o que o BC pretende garantir é uma linha de desenvolvimento baseada em orientação a objetivos, o que significa ter um processo onde todos os analistas do banco desenvolvam sistemas visando paradigmas estabelecidos pela empresa.

     

    Para isso, Eirado conta que há uma metodologia de confecção de sistemas. “Adotamos uma metodologia da Rational, demos uma compactada, fizemos um processo nosso e, agora, podemos acompanhar desde o início todo o desenvolvimento do sistema utilizando a tecnologia Internet.”


    Novos mercados


    Além de operações B2B, o Banco Central se esforça para chegar ao que denomina B2C (business-to-consumer). Segundo Eirado, o banco busca uma saída jurídica para que possa estabelecer uma relação direta com alguns de seus clientes, o que lhe permitiria realizar transações diretas de comércio eletrônico junto a usuários finais.


    “Temos uma série de informações importantes como dados de natureza pública, que interessariam a um escritório de economia, que se baseia nesse material para fazer outras inferências”, exemplifica o executivo do BC.


    Atualmente, informações como essas são fornecidas a várias instituições a exemplo da Fundação Getúlio Vargas. O site do BC se relaciona com agentes regulados pela instituição, entidades governamentais, associações que defendem os interesses da área de atuação da instituição e clientes corporativos. Suas páginas eletrônicas, nas quais são divulgadas informações públicas, já somam uma média de 500 mil acessos mensais.


    Uma das principais atribuições do portal é funcionar como vitrine para a área de TI. O canal é utilizado para transmitir especificações para que, na outra ponta, os responsáveis elaborem seus programas. O executivo afirma que tanto a construção do SPB como a da Central de Risco se deram através deste modelo.


    Para que possa expandir suas inovações tecnológicas, Eirado assinala que serão realizados investimentos em Linux em 2003. “A reengenharia está sendo feita com o propósito de criar e usar produtos sem a dependência de plataformas de empresas, para não ficar na mão de fornecedores. A única necessidade de contratação, neste caso, será de um mantenedor”, afirma o executivo, declarando que os objetivos centrais são baixar custo e manter o nível de eficiência já adquirido. O Linux também chegará aos 5 mil desktops da instituição, que já prepara os seus funcionários para a operação.


    SPB


    Até a efetiva implementação do novo Sistema de Pagamentos Brasileiro, ocorrida em 22 de abril deste ano, foram investidos entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões. Em sua concepção, o sistema trazia um novo procedimento para o mercado. “Tratava-se de uma espécie de B2B para o mercado financeiro. A partir de sua criação, todos os bancos construíram seus sistemas de informação integrados com seus legados e, através de uma estrutura de messaging, passaram a se comunicar com o BC”, comenta o coordenador do projeto.


    Uma das principais mudanças que este novo procedimento trouxe ao mercado diz respeito à maneira como se deu sua difusão entre os agentes interligados ao BC, como explica Fernando de Abreu Faria, responsável pela área de negócios do departamento de informática. “Foi uma mudança de conceito. No Sisbacen, o Banco Central tem que prover uma solução completa para o usuário que utiliza as aplicações da instituição. No caso do SPB, muda completamente este tratamento. A responsabilidade pela confecção e manutenção dos produtos é inteiramente dos agentes”, explica.


    Agora, cabe à área de TI do Banco atender ao lado interno da instituição, provendo serviços para diversas áreas, e também externo, envolvendo o relacionamento com agentes, sociedade e governo. “Aqui, a TI tem o compromisso de dar agilidade operacional ou estratégica, além de estar integrada ao sistema financeiro. Hoje, se por qualquer eventualidade, o Sisbacen parar, teremos muito transtorno. E se parar o SPB, pára tudo. Trata-se de sistemas críticos”, diz.


    Central de risco


    Outro projeto iniciado em dezembro do ano passado, com conclusão prevista para o final de 2002, é a Central de Risco. Sua função é capturar, mensalmente, uma série de indicadores financeiros, itens do balanço contábil de todas as instituições gerenciadas pelo BC, principalmente aquelas que fornecem crédito.


    “A partir destes indicadores, fazemos uma análise para identificar onde, eventualmente, uma dada instituição pode ser vulnerável, ou ainda de que maneira uma destas organizações pode levar a uma fragilidade em todo o sistema financeiro. Assim, avaliamos o risco do ponto de vista individual e sua possível influência no todo”, explica.


    Eirado destaca que uma das grandes novidades do projeto está relacionada à análise dos dados, realizada por uma solução de Business Intelligence. Trata-se de um grande projeto de BI para o Banco Central, com o qual o órgão fornecerá ao mercado, via Internet, o dado positivo do cliente, ou seja, o grau de idoneidade da instituição financeira.


    O BI estará dentro de diversas áreas, envolvendo, inclusive, o câmbio. “Quando falamos em BI, entendemos que, com instrumentos fortes de inteligência, faremos com que o banco crie indicadores indiretos para que, quando dispararmos uma fiscalização, sejamos precisos”, argumenta.

     

    Autor: André Borges




    - Agência Estado

     


    Perfil da Empresa


    Agência de notícias pertencente ao grupo Estado, que publica os jornais O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde, é a maior agência de notícias do Brasil. Dezenas de jornais em todo o País utilizam as reportagens e fotos da Agência Estado. São centenas de notícias produzidas diariamente pela equipe de repórteres em todo o território nacional, além de colunistas especializados. Os textos são enviados aos usuários via satélite ou pela Internet. A Agência não pára: transmite notícias 24 horas por dia.


    Tecnologia


    Fundada em 1970, a Agência Estado foi a primeira empresa jornalística brasileira com presença na Web. Seu primeiro site, que foi ao ar em 1995, ano em que a internet comercial foi oficialmente lançada no país, já era baseado em Linux. "Foi uma decisão de TI, mas que levou em conta os custos de hardware e software", afirma Eduardo Lucas Pinto, gerente de redes e desenvolvimento Web. O resultado alcançado foi tão satisfatório que todos os sites do Grupo Estado e diversos outros sistemas da Agência estão baseados em Linux. "Há cerca de três anos foi decidido utilizar o Linux para praticamente todas as aplicações", conta Lucas Pinto. A infra-estrutura, que era baseada em servidores Novell e NT, conta hoje com 80 máquinas que rodam Linux da distribuidora americana Red Hat – todos baseados em processadores AMD K-6, que garantem melhor desempenho que os da linha Intel, segundo o gerente. Apenas quatro servidores Novell – para a utilização do NDS como ferramenta de login de usuários – e um servidor NT foram mantidos. De acordo com Lucas Pinto, entre os fatores que tornam a ligação com o Linux cada vez maior, está a história de desenvolvimento interno de soluções. "Nós sempre preferimos desenvolver as soluções in-house e usando o Linux você pode abrir o sistema, alterá-lo” explica. "No mundo Windows isso é impossível e você acaba ficando amarrado." A economia com a plataforma Linux, ao que tudo indica, não é pequena. Em abril de 2000 foi necessário comprar novas máquinas para a função de servidor de banners dos sites do Grupo. A Agência possui uma solução desenvolvida por sua equipe em Linux que demandou a compra de um equipamento de menos de três mil reais. Ao mesmo tempo, foi necessário adquirir um servidor baseado em Windows NT para atender a uma demanda específica de mercado. Para tanto, a máquina custou mais de dez mil reais. "Veja que esses preços levam em conta somente o hardware para as aplicações", enfatiza.


    “Hoje, economizar dinheiro é fundamental em qualquer empresa, e aqui não é diferente”


    Eduardo Lucas Pinto
    Gerente de TI




    - Banrisul

     


    Perfil da Empresa


    O Banrisul é o maior banco do Rio Grande do Sul. Sua rede atende 358 municípios (72% do total). Os serviços, no entanto, se estendem até outras localidades do país. Além das 331 agências gaúchas (48 em Porto Alegre), o Banrisul está presente no Distrito Federal e nos seguintes Estados: Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo. Ainda mantém um escritório de negócios em Buenos Aires e agências em Nova York e Grand Cayman..Com permissão para funcionar como banco múltiplo, atua em diversas frentes do sistema financeiro, por meio de suas carteiras comercial, de investimento e desenvolvimento, de Crédito Imobiliário e de crédito ao consumidor. O aprimoramento das condições de atendimento de sua extensa base de clientes é uma preocupação constante do Banrisul, que segue promovendo melhorias em tecnologia e automação. Em 2000, foram investidos R$ 36 milhões na área. Já para este ano, o montante deverá atingir R$ 50 milhões...


    Tecnologia


    O Banrisul decidiu trocar toda as suas aplicações para softwares de código aberto. Entre eles, podemos citar a utilização do sistema operacional Linux, em terminais de auto-atendimento (ATM), nos servidores de e-mail, servidores de arquivos e impressão. Os terminais de auto-atendimento presentes nos 710 pontos do Banco em todo o País, utilizavam um conjunto de softwares proprietários, foram migrados para Linux com programação feita em linguagem C. O Banrisul terá 4 mil ATMs rodando em Linux até o final do ano. As vantagens do Linux que mais chamaram a atenção do Banrisul foram a alta capacidade de gerenciamento, inclusive remoto, possibilidade de significativa economia nos custos de propriedade (TCO) e upgrade de performance das máquinas. Para se ter uma idéia, só o que o Banco gastaria com a compra das licenças de software pagaria todo o projeto desenvolvido.


    "O Banrisul entende como estratégica a implementação de produtos utilizando tecnologias de código aberto, enfatizada pelo movimento de Software Livre, e neste sentido, está desenvolvendo diversos projetos em que pretende utilizar Linux“.


    Paulo Antonio Galarza
    Gerente de Informática